Reportagem especial sobre tragédia de Mariana


TV BRASIL, AS 22h!

Lama e destruição causados pelo rompimento da barragem em Bento Rodrigues, distrito de Mariana (MG).

Os moradores de Paracatu de Baixo e Bento Rodrigues, distritos de Mariana localizados a mais de 100 km de Belo Horizonte (MG), viveram no dia 5 de novembro a maior tragédia de suas vidas. Neste dia, uma das três barragens da mineradora Samarco situadas naquela região sofreu uma ruptura e derramou 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos no Rio Gualacho, que desemboca no Rio Doce. A lama seguiu o curso do rio até a sua foz, no Espírito Santo.
O mar de lama deixou casas e ruas destruídas

O mar de lama deixou casas e ruas destruídas

O Caminhos da Reportagem foi até Bento Rodrigues resgatar o drama das famílias que perderam tudo o que tinham e ainda buscam notícias dos parentes desaparecidos. É o caso da dona de casa Marli de Fátima Felício Felipe que, um mês depois da tragédia, ainda espera encontrar o corpo da mãe. “Ainda tenho essa esperança. É uma vida que se perdeu. É um ser humano, não é animal, tem que ser encontrado”, desabafa a dona de casa.

Nossa equipe conversou com especialistas para saber as causas do acidente, se a tragédia poderia ter sido evitada e qual o destino daqueles que continuam em hotéis e abrigos à espera de um novo lugar para reconstruir a vida, de preferência, juntos. “É fazer um novo Bento agora. Lá dentro do Bento mesmo, não. Lá, eu não quero mais, não. Mas fazer um outro lugar, uma nova vila para botar todo mundo igual nós era lá, eu acho bom”, sonha dona Oridenes Da Paixão De Souza, de 83 anos, uma das moradoras mais antigas da comunidade.

O lavrador Divino se recusa a sair de sua casa mesmo depois da enxurrada

O lavrador Divino se recusa a sair de sua casa mesmo depois da enxurrada

A lama, que já percorreu mais de 600 quilômetros, deixou cidades inteiras sem água, matou peixes e arrasou plantações. Um rastro de destruição que pegou todos de surpresa. “Nossa, é difícil esquecer aquele dia. Foi uma confusão terrível. Lá na escola a gente tava trabalhando normalmente”, relata Eliene Geralda dos Santos Almeida, diretora da escola de Bento Rodrigues, que ajudou a resgatar todas as crianças que estavam em aula no momento da tragédia.

Ficha Técnica:
Reportagem: Ana Graziela Aguiar e Bruno Faustino
Imagens: André Pacheco e Lion Arthur
Apoio às imagens: Rede Minas e TVE-ES

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Publicado em 02/12/2015, em Geral. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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